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O Espetáculo da Ignorância

de FLV | Domingo, 16 de Março de 2008

COMENTÁRIO
Nós sabemos elaborar e dar um tom delicado e filosófico nas relações humanas. Mas, quando o rancor do pequeno “homi” opera à ocasião, temos que descer o morro, palco no qual o infeliz “discursa” suas intemperanças da alma pequena. Seu ódio é perspicaz e sua perspicácia é ilusória, ele é o “amigo dos pobres”. E assim, nunca lhe escasseia a faculdade da invenção barata e pueril. Por Gabriela/Gaúcho.

O ESPETÁCULO DA IGNORÂNCIA
JB Online - Coisas da Política
Ainda inconformado com a abstinência imposta pela reportagem do jornalista americano Larry Rother, o presidente Lula fica muito mais interessante quando desanda a falar depois de almoços em homenagem a forasteiros ilustres, sempre regados a vinho. Autorizado pelo cerimonial, o anfitrião ergue um brinde ao visitante e, até a hora da sobremesa, molha a garganta com três ou quatro taças. É a dose certa para lubrificar a garganta e destravar a língua de Lula.

Nunca houve um presidente tão visceralmente ignorante. Ele é a cara do Brasil que o escolheu. Milhões de eleitores hoje se sentem dispensados de ler, estudar, pensar. O pastor não precisou de nada disso para chegar lá. Bastaram a intuição e a esperteza. Cumpre ao rebanho segui-lo.

O país está submerso na Era da Mediocridade. Enquanto não voltar à tona, Lula será o homem certo no lugar certo.

Foi assim na quarta-feira passada, ao fim do almoço no Itamaraty em louvor do presidente da Guiné-Bissau. Alguns jornalistas estavam lá para saber o que Lula achara do incidente entre o rei Juan Carlos e o Hugo Chávez. Como já deixara Santiago, o comandante do Aerolula não testemunhara o cala-boca. Mas um falante compulsivo fogo.

Agarrado a generalizações e irrelevâncias, caminhou por alguns metros sobre o muro da neutralidade. De repente, sem que alguma pergunta inconveniente tivesse atrapalhado a travessia, o malabarista resolveu alterar a rota. Perdeu o equilíbrio e perdeu o rumo. “Podem criticar o Chávez por qualquer coisa, mas não por falta de democracia na Venezuela”, esbravejou Lula, pronto para brigar com repórteres que, até então, não haviam criticado nem ligeiramente a reencarnação enlouquecida de Simón Bolívar.

Enquanto os ouvintes convalesciam do espanto, a ofensiva concentrou-se nos que resistem a chicanas constitucionais forjadas para perpetuar o inquilinato de Chávez no Palácio Miraflores. “Por que ninguém se queixa quando a Margareth Thatcher fica tanto tempo no poder?”, quis saber. “E o Felipe González, o François Mitterrand, o Helmuth Kohl?”. Um repórter ponderou que “são situações distintas”: como se aprende no colégio, há diferenças consideráveis entre monarquias parlamentaristas, repúblicas que adotam o parlamentarismo puro e outras que confiam a chefia do governo ao primeiro-ministro sem reduzir o presidente a figura decorativa.

“Não tem nada de distinto”, irritou-se o homem que, por ter driblado os estudos, não conhece esses assuntos nem de vista. “O que importa não é o regime, é o exercício do poder”. Reduzido à sua essência, o falatório delirante era um recado ao Brasil: o presidente está louco por um terceiro mandato. E topa - se assim Deus mandar e se essa for a vontade do povo - passar a vida inteira no poder.

Faltou um Juan Carlos para recomendar-lhe que parasse de dizer bobagens. Faltou um José Luis Zapatero para ensinar ao onisciente de araque que existem diferenças abissais entre genuínas democracias e falsificações cucarachas. Faltou, sobretudo, uma voz que gritasse a verdade perturbadora: há quase cinco anos, o Brasil é governado por um homem que seria reprovado no mais singelo concurso público que incluísse uma prova de conhecimentos gerais.

Essa verdade se desdobra em outras duas. Primeira: nunca houve um presidente tão visceralmente ignorante. Segunda: ele é a cara do Brasil que o escolheu. Milhões de eleitores hoje se sentem dispensados de ler, estudar, pensar. O pastor não precisou de nada disso para chegar lá. Bastaram a intuição e a esperteza. Cumpre ao rebanho segui-lo.

O país está submerso na Era da Mediocridade. Enquanto não voltar à tona, Lula será o homem errado no lugar errado

blog do leu leutraix

. Por Gabriela/Gaúcho

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Um comentário para “ O Espetáculo da Ignorância ”

  1. Armando do Prado Says:
    Sexta, 21 de Março de 2008 at 11:14:21 PM

    Apenas duas considerações: desde Deodoro da Fonseca, passando por todos os doutores e generais que (des)governaram a Terra de Vera Cruz, Lula é de longe quem mais construiu Universidades, e quem mais investiu na educação, sem falar na Universidade de Palmares (exemplo, para o mundo de integração)e o PROUNI, que conseguiu colocar milhares de excluídos no ensino superior. E tudo isso, tendo apenas quatro diplomas: o do Senac, o de deputado constituinte e dois de presidente da república.

    E, finalmente, inteligência e sensibilidade, assim como o samba, não se aprende na escola. Grandes cavalgaduras e corruptos que conhecemos, são doutores, têm cursos superiores. Portanto, podemos discordar politicamente, mas carecemos respeitar, pelo menos os 60 milhões de brasileiros que o escolheram. Preconceito e arrogância não ajudam em nada.

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