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Há coisas maiores que esse mundinho violento…

de FLV | Sexta, 5 de Janeiro de 2007

Nebulosa Caranguejo

A nebulosa do Caranguejo (M1) surgiu em 1054 d.C como uma “nova”, estrela que os astrônomos hoje chamam de supernova. As medidas mostram que a matéria ejetada dessa explosão expande-se a uma velocidade de 5,4 milhões de quilômetros por hora. Para compor essa imagem, a Nasa juntou 24 exposições separadas obtidas com a Wide Field Planetary Camera, do Telescópio Espacial Hubble.
No núcleo da Nebulosa do Caranguejo (M1) se esconde um monstro de proporções dantescas, cuja verdadeira natureza a mente humana mal consegue compreender. O coração deste redemoinho em expansão contém um objeto em rotação, que há algumas gerações, teria sido classificado como ficção científica. O coração desse monstro pulsa 33 vezes por segundo e sua presença despedaça a matéria das vizinhanças.

Até 1967 a ciência apenas suspeitava da existência dessa fera. Nesse ano, uma jovem aluna de graduação em astronomia na Cambridge University, Inglaterra, Jocelyn Bell (hoje Jocelyn Bell Burnell) detectou uma pulsação que vinha da constelação de Taurus (Touro). A cada dia a pulsação era detectada cerca de quatro minutos mais cedo. Como uma variação de quatro minutos só podia ser associada à variação na órbita da Terra em torno do Sol, esse período mais curto identificava a fonte como de origem estelar. As pulsações - 33 vezes por segundo - eram tão regulares que os astrônomos por brincadeira as denominaram LGM (Little Green Man - Homenzinhos verdes). Qual seria a fonte dessa pulsação tão regular? Não havia explicação plausível.

por Raymond Shubinski
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