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Gozado, cadê o governo hein ?? Um cara preso, pode ter tanto poder assim ?? Estranho não ???
de FLV | Terça, 8 de Agosto de 2006
PCC faz 3ª onda de ataques e Bastos promete 10 mil militares
Foram 78 atentados atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na Grande São Paulo e em pelo menos cinco cidades do interior Os prédios do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda tiveram as entradas destruídas por bombas Além de bases da polícia, sofreram ataques 22 ônibus, 34 bancos e 12 postos de gasolina
Marcelo Godoy, Juliano Machado e Paulo Baraldi
São Paulo quer o Exército. Foi preciso que o Primeiro Comando da Capital realizasse sua terceira onda de atentados no Estado para que o secretário da Segurança Pública, Saulo Abreu, pedisse publicamente o engajamento de tropas da Infantaria para ocupar áreas dominadas pelo tráfico de drogas e na guarda de presídios. Mas o secretário não quer apenas os 2 mil homens que lhe foram oferecidos pelo Ministério da Justiça. Saulo pediu que o governo federal lhe mande 4.500 soldados. “Eu quero o Exército para esse papel. Se aceitar, pode vir que será bem-vindo.” A resposta do Ministério da Justiça a Saulo foi rápida. “O Exército tem 10 mil homens em 48 horas. Já disse isso para o governador várias vezes. São homens treinados, não são recrutas”, disse o ministro Márcio Thomaz Bastos. Segundo ele, o que o Exército não pode é entrar no Estado sem solicitação do governador. Esta deve ser feita por escrito e não por meio da imprensa.
“Isso tem de ser feito segundo a Constituição. Ele não pode entrar e submeter-se à Secretaria da Segurança Pública.” O governador Cláudio Lembo (PFL) não quis se manifestar sobre o pedido por escrito. Saulo disse que o Estado mantém entendimentos com o Exército. “Agora aparece essa história do comando. É óbvio que uma operação dessas tem de ter comando único.” Segundo Bastos, as tropas ficariam subordinadas ao Comando Militar do Sudeste, trabalhando em equipe com as polícias estaduais. O ministro acusou Saulo de jogar para a platéia. “Esse raciocínio do Saulo é o mesmo do Garotinho, de quem não quer. O Garotinho veio com essa conversa de pôr 4 mil homens para trabalhar sob a jurisdição da Secretaria da Segurança Pública. Não pode.”
O tom áspero do diálogo entre governos federal e estadual dominou o discurso de Lembo e do secretário Saulo. Na madrugada de ontem, bandidos atacaram ônibus, bancos, supermercados, postos de gasolina, concessionárias de automóveis, bases da Guarda Civil e delegacias. Houve dois alvos especiais: a sede do Ministério Público Estadual (MPE) e um estacionamento a 200 metros do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), onde cinco Blazers da polícia foram queimadas.
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