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EXTERMINEM NO VOTO !!!

de FLV | Terça, 4 de Abril de 2006

 
 
Terça, 4 de abril de 2006, 12h36  Atualizada às 13h29
Parecer apóia afastamento de Angela Guadagnin
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O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), leu nesta terça-feira, durante reunião da comissão, o parecer da Consultoria Legislativa da Câmara que apoiava o afastamento da deputada Angela Guadagnin (PT-SP) do conselho. Com a decisão, a deputada petista já está afastada do Conselho de Ética.

» Vídeo: petista faz “dança da pizza”
» Fórum: O que você achou da ‘comemoração’ da deputada?

Ângela Guadagnin foi apelidada de “deputada da pizza”, após dançar no plenário da Câmara para comemorar a absolvição do deputado João Magno (PT), na última quarta-feira. A deputada defendeu todos os deputados acusados de envolvimento com o “mensalão”. Foi dela o pedido de vistas que atrasou a votação final do relatório do ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), prevista para amanhã.

Na semana passada, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), enviou ao Conselho uma representação contra Ângela, pedindo seu afastamento do órgão e sugerindo uma punição de censura verbal ou escrita à parlamentar.

O presidente do Conselho afastou a petista com base no Código de Ética da Câmara, que proíbe a permanência, no colegiado, de membros que estejam submetidos a processo.

A Secretaria-Geral da Mesa, no entanto, apontou erro no procedimento, sustentando que cabe ao Conselho abrir processo quando o pedido for de perda de mandato, suspensão do mandato por 30 dias ou suspensão das prerrogativas regimentais.

De acordo com a Agência Câmara, Izar avisou à Mesa Diretora da Câmara que, caso não concorde com o afastamento, envie um documento por escrito ao conselho com seus argumentos.

Izar também informou que, se receber o aviso da Mesa pedindo a volta da deputada, ela retornará, mas não descartou a possibilidade de recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e à própria Mesa para mudar essa eventual decisão.

De acordo com o presidente do conselho, o Código de Ética (artigo 7º, parágrafo 4º) diz que qualquer representação contra integrante do conselho implica em seu afastamento imediato.

Redação Terra

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