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Chutando o pau da baraka
de FLV | Sábado, 26 de Novembro de 2005
Texto enviado por Hugo Leal.
Jornal’Ecos da Literatura Lusófona 25 de Novembro de 2005 - Edição N°29
Pois é, caríssimos doutores, simpáticos leitores, velhacos impostores, criadores, copiadores, canastrões que se acham atores, bons e mausimitadores! A verdade, nesta hora, quando vale só o agora para Zambi e Oxalá é que nem mesmo o Lacerda ainda agüenta tanta merda disfarçada em merkabah,e colírios pra delírios de quem bebe chá de lírio ou se estoura de diambacom a mente meio bamba em um narguilé de sírio! Vamos nessa sem pilhérias, registrando coisas sérias, esquecendo asdeletérias, isolando bactérias no pulsar da antimatéria. Porque a vida ésempre isso, com seus ossos de ofício, mais ações de sacrifício, sorrisos desilício escovado em dentifrício na garagem do edifício alugado parahospício, e talvez seja difícil não cair no precipício, a não ser que já noinício se esprema o panarício do equinócio e do solstício. Não reclame deste exame, nem do enxame do que chame de vexame ou compromisso pois na hora do serviço quem subir será bom nisso e quem descer terá a vercom o chão dos submissos, uma vez que a voz que ouvis, nunca viu quem vósnão vedes e as redes são sutis, se confundem com as paredes, e se fundem coma sede de algum bobo bebedor que babando se aboleta sobre os dados de algumbanco de onde saltam saltimbancos meio mancos de pular entre trancos ebarrancos no equilíbrio de tamancos que são pretos ou são brancoscontrastando com o luar. Outras carnes seguem cruas espalhadas pelas ruas, ou sangradas ou sangrentas azuladas ou magentas, violentadas, violentas, desprezadas, reprimidas,enojadas ou nojentas, nos lembrando de facadas ou de najas peçonhentas, noslimites dos ditames produzidos por liames entre cascas de salames e o amuodas madames que vestindo longas saias vão buscando pelas aias que faz tempose mandaram pedalando pelas raias lá dos raios que as partam, implorando queas descartem, as discutam, as disputem, as despachem, as desmanchem, asdepilem, as despeçam ou despedacem pelo espaço que há nos ares, nos hangarese nos bares, assim como pelos mares, de piratas e avatares misturados noslugares. E esperas que as esferas virem feras cujo faro vá ferindo qual disparo oaparo em que me amparo, me cobrando assim tão caro um momento – um segundo –liberado para o mundo como um anjo vagabundo cujo banjo bate fundo com umsom que é muito doce, mas num tom que, se assim fosse, não seria, acabou-se,pois a canja do arcanjo,que ao diabo não é ético, muito cedo findaria aomatar um diabético que assim a escutaria e depois em conseqüência quasecerto sofreria um ataque apopléctico? Isso não aconteceria? Não seriadialético? Me desculpe se sou cético, ou caótico, ou caolho, ou se ainda estou de molhocom o esquema hipotético de parar tão absorto frente ao morto hiperglicêmico que não morre, nem lamenta, nesta vida lamacenta, a presença da placentaquando o parto é de uma idéia a buscar a panacéia para os males de quem tem,não os bens, mas seborréia, piorréia e gonorréia que pegou da Dulcinéia, aque conheceu no trem? Verso ruim, diria horrível, porém tudo é possível nesta atividade incrívelde rimar sons ou fonemas, enfrentando mil dilemas da semântica bramânica eda quântica mecânica que a física anteviu, remetendo os entinemas, osproblemas e os poemas para ela que os pariu, a correr na vida fácil que oLargo do Estácio estreitou e fez ser árdua, parda, amarga, pouca água nadescarga, um banheiro sem chuveiro, só um cano em pinga-pinga, mais a pinga,cana brava, que destrava a mente escrava, mas a crava ao pardieirorebentando o brasileiro, para sempre condenado a pular sobre a catraca,calar boca de matraca, se esconder em Arapiraca e chutar pau de baraka, acabando com o carisma, com a esperança e com a procura, afundando naloucura e saindo do outro lado, quase que ressuscitado, muito forte epreparado pra enfrentar touro sentado e deixá-lo, com sua fé, transformadoem boi de pé, da aftosa vacinado.
Dicionário da língua portuguesa em linha Conexão para traduções
Quem é: Hugo Leal
Escrever ao autor Hugo Leal, 54 anos, carioca “exportado” para São Paulo, escorpioniano legítimo e torcedor fanático do Santos é jornalista, matemático,publicitário, roteirista, autor teatral, poeta, repentista, escritor,pesquisador de folclore, ensaísta e “aprendiz de feiticeiro”, além decriador de estruturas e de conteúdos para sites e portais da Internet.
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